
Certo dia, um tal de Thomas Nast, caricaturista e cartunista político desenhou a figura de Papai Noel da forma como o conhecemos hoje: esse velho barrigudo, vestido de vermelho, de botas pretas, carregando um saco enorme nas costas; que vem de trenó puxado por umas renas, que é servido por elfos e vive com mamãe Noel. Alguns dizem que ele mora no pólo norte e outros que ele vive nas montanhas de Korvatunturi, na Lapônia, Finlândia. Nem sei onde é isso, mas tudo bem.
A verdade é que a possível origem do Papai Noel está baseada em São Nicolau. Vejam bem: Um santo! Olha que interessante!
Segundo reza à “boca miuda”, ele era o bispo de Mira, séc. III. Costumava levar moedas de ouro num saquinho e depositava nas chaminés daqueles que estavam necessitando de ajuda. Até nisso a lenda moderna copiou...feliz de quem tem chaminé.
Nicolau foi o primeiro santo da Igreja a se preocupar com a educação e a moral das crianças e suas mães. Chegou assistir o Concílio de Nicéia, em 325. Morreu no dia 06 de dezembro de 343.
O que infelizmente aconteceu é que o nosso bom bispo, ou bom velhinho, virou símbolo do capitalismo natalino. E Jesus Cristo, nosso aniversariante, se tornou coisa de Igreja. Mas isso não é culpa de São Nicolau, Santa Claus, Papai Noel ou como cada um queira chamar. A questão não é desprezar Papai Noel ou Santa Claus. É resgatar a verdeira identidade dessa figura que nos aparece à cada Advento, à cada Natal.
Acredito que ainda, como as crianças, não podemos perder a prática de escrever nossos pedidos e colocar em nossas meias. Mas o façamos conscientes: é para um santo simpático que procurava ajudar aqueles que necessitavam. E não a um ícone do capitalismo natalino.
Contudo, se tivermos que pendurar o Papai Noel de Thomas Nast em nossas portas, árvores de natal, no alto dos telhados das casas, sobre as chaminés, subindo em escadas, o façamos lembrando que para nós Papai Noel é um santo: São Nicolau.
É só levarmos em conta as diferenças: em quanto o Papai Noel de Thomas Nast espera encontrar perto de nossas meias leite e biscoitos como recompensa, São Nicolau atendia aos pedidos sem esperar recompensa: somente pelo dom de amar gratuitamente.
Por isso, peçamos a esse taumaturgo para que nos ajude a resgatar o verdadeiro sentido do Natal. Peçamos para que o Advento não seja um momento para enfeitarmos nossas casas para o Natal, mas tempo de enfeitarmos nossos coraçãoes para recebermos o Amor nascido em Belém. Ainda peçamos para que Jesus continue nascendo em nossos lares, a fim de que, como ele – São Nicolau, possamos ajudar os necessitados e, fazer com que, a cada ano, o natal seja melhor para todos. Por tanto, São Nicolau, rogai por nós!
Márcio Teodoro